quinta-feira, 26 de julho de 2012

Raiva...

Quando estamos com raiva de alguma coisa, a primeira coisa que tentamos fazer é atribuir culpa em alguém ou em algo, dessa forma conseguimos nos sentir um pouco melhor. Outra coisa que fazemos é descontar essa raiva em outra pessoa, mas normalmente é na pessoa errada, na pessoa que não tem culpa de nada, pelo contrário, normalmente é alguém que quer nos ajudar. Acabamos machucando quem não merece, mas não é por querer, é algo mais forte que nós, algo que temos que fazer quando a raiva está no seu auge. A melhor coisa a se fazer nesse momento é ficar longe de todo mundo que te ama, pra não machucar a pessoa errada sem querer, quando a raiva baixar tentar conversar com alguém pra te ajudar a entender porque ela aconteceu, as vezes a visão de quem está de fora é melhor de quem está no meio com a visão nublada pelas emoções.
Não tente achar culpados para o que você sente, emoções são muito difíceis de serem explicadas, existem motivos e não culpados.
Eu tenho sentido muito raiva ultimamente, mas quanto mais eu penso, mais eu vejo que não é culpa de ninguém em particular, simplesmente são situações que vão acontecendo e se acumulando dentro de mim e eu não sei com elaborá-las e acabo sentindo raiva. Raiva de não saber como lidar, não saber o que fazer, raiva por não parar de sentir tristeza, raiva por me sentir muito sozinha.
E no final das contas, se existe alguém a quem atribuir culpa por tudo isso, só existe uma pessoa, que sou eu mesma. Pois todas as situações boas ou ruins que aconteceram na minha vida foram frutos de escolhas e decisões que eu mesma tomei. E a única maneira da raiva passar ou diminuir é aceitar que o que eu fiz não pode mais ser mudado, aceitar que o que passou passou e tentar me perdoar se o que aconteceu foi ruim e seguir em frente. Porque no final das contas toda a raiva que sentimos, é raiva de nós mesmos e isso só nos destrói um pouco mais a cada dia.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Amizade (FELIZ DIA DO AMIGO!!)

Eu acho engraçado a maneira como as pessoas consideram a amizade hoje em dia, qualquer pessoa que falou com a outra mais de 3 ou 4 vezes vira amigo, acho que as pessoas esqueceram o que essa palavra realmente significa, amizade é aquela pessoa que você ama, que você chama pra sair e também quando você tem um problema, porque você sabe que ela vai comparecer pra te ajudar, porque ela te ama também, é aquela pessoa para a qual você conta todos os seus segredos, pois você sabe que vai continuar sendo isso, segredos.
Amizade é algo muito mais completo do que pessoas que saem com você no fim de semana e somem quando ouvem a palavra problema, isso é no máximo um colega, não um amigo.
Amigos são aqueles pelo qual você não pensaria duas vezes em fazer de tudo por eles.
Eu tenho poucas pessoas que eu realmente chamo de amigos, e pra mim isso é perfeito, porque eu sei que nessas pessoas eu posso confiar de verdade.
E essas pessoas sabem que podem confiar em mim também, contar comigo pra qualquer coisa que eu farei de tudo para poder ajuda-las.
Eu amo a essas pessoas como se fossem da minha família, as vezes até mais, porque elas eu escolhi para fazerem parte da minha vida. E se elas fazem parte é porque elas mereceram isso, pois não sou de dar muitas chances e os meus amigos sabem disso e isso os torna ainda mais especiais pra mim. Porque eles conhecem minhas qualidades, mas também sabem muito bem quais são os meus defeitos e ainda assim continuam me amando.
Meus amigos são todos maravilhosos, cada um a sua maneira e eu os amo demais, pois sem eles na minha vida eu não seria o que eu sou hoje, pois cada um deles me ensinou alguma coisa nova com suas próprias experiências, cada um acrescentou coisas novas e boas na minha vida.
E esse post é uma homenagem a eles.
Anelise Maia, Helena Abreu, Renato Burgos, Ricardo Burgos, Pedro Feital, Mariane Zózimo, Monica Cardoso, Isabella Fonseca (mesmo a km's de distância)
Meus irmãos, meus amigos, sem vocês eu não seria nada, obrigada por vocês fazerem parte da minha vida, amo vocês. Feliz dia do amigo pra vocês!!!

domingo, 8 de julho de 2012

Desabafo...

Existem muitas coisas na vida que são difíceis de passar e que por mais ajuda que a gente tenha, só nós mesmos podemos passar por isso, só nós mesmos podemos superar nossas dores e nossos problemas. Nossos amigos vão nos ouvir, vão tentar falar coisas pra tentar nos fazer sentir melhor, pode até funcionar por um momento, mas no instante que você estiver sozinho, encostando a cabeça no travesseiro, tentando relaxar, tudo vem e você descobre que você não está tão bem quanto parecia ou quanto você tentou passar que estava.
As dores da perda são as mais doloridas de se superar, até porque aquela história de que o tempo cura tudo, eu suspeito que não é verdade, eu só acho que com o tempo sua vida muda e acontecem que outros problemas, outras dores e até mesmo outras alegrias aparecem para abafar aquela que te fazia muito mal antes, então você fica tão ocupado com as coisas novas que o que era antigo parece estar curado, mas de fato não está, por isso nós criamos defesas para novas situações, criamos barreiras para que não aconteçam situações iguais a que te fez mal no passado.
A dor de um amor perdido, por mais clichê que pareça é horrível, porque é algo que você não tem controle, é tipo uma pessoa querida que morre, mas dependendo da circunstância pode até ser pior, muita gente vai dizer que o que estou escrevendo agora é absurdo, dizer que terminar um namoro é tão ruim ou pior que perder alguém querido, tudo bem respeito a opinião alheia, mas peço que essas pessoas acompanhem meu raciocínio até o fim.
Perder alguém que se ama é aquele momento que você tem a certeza que essa pessoa nunca mais voltará, que você nunca mais poderá ouvir a voz dela, nunca mais vai poder abraçá-la, sentir sua pele, seu cheiro, seu carinho. E o que é o término de um namoro (que fique bem claro, quando a escolha não é sua, e sim do outro) não é toda essa mesma certeza?! Não é saber que você nunca mais vai poder ter o amor e o carinho dessa pessoa pra você?! Pois é, e quando eu digo que pode ser pior é porque essa pessoa não vai estar mais com você por simples escolha dela, não foi um acidente, uma doença, uma fatalidade que afastou ela de você, e sim a simples escolha dela, essa pessoa não querer mais estar com você, é como se fosse uma morte de um ente querido, só com o agravante de ela estar viva e simplesmente não querer estar perto de você. E isso que torna pior, porque toda vez que você lembrar, pensar nela isso te mata um pouco por dentro, até porque você começa imaginar como a pessoa está, se ela está feliz (mais feliz do que quando estava com você), se já está ou não com outra pessoa (uma pessoa melhor que você).
E sem você perceber tudo isso vira uma tortura, você fica tentando se convencer de que as coisas vão melhorar, de que tudo passa, mas quanto mais você tenta fazer isso parece que pior fica, pois mais você pensa, mais você pensa o que você deveria ter feito diferente pra aquela pessoa que você ama não ter escolhido viver sem você.
E sinceramente, você não poderia ter feito nada diferente, pois as coisas são assim mesmo, as vezes as pessoas vão embora, sei la o motivo, simplesmente precisam ir, e isso não é uma questão de culpa de um ou de outro, isso é simplesmente a vida que toma rumos que a gente não tem controle, a gente mal tem o controle sobre nossas próprias vidas, quanto mais sobre a vida do outro.
O que nós precisamos fazer nessas horas é deixar a vida fluir no seu próprio ritmo, deixar ela seguir, chore quando achar que precisa, só não se deixe afundar nisso, porque a dor vai diminuindo, essa dor vai sendo soterrada pelas coisas novas que a vida tem pra nós, essa dor de fato nunca vai sumir, toda vez que você lembrar, pensar naquela pessoa ela vai estar lá, mas vai ser só uma maneira de te mostrar que seu passado existiu, são como cicatrizes que existem pra te lembrar o que você já viveu, sendo bom ou ruim é parte de quem você é, faz parte do que te tornou o que você é hoje. Faz parte de você. (desculpa pelo texto meio sem sentido e corrido, foi realmente um desabafo)
"É claro que somos as mesmas pessoas.
Mas pare e perceba como seu dia-a-dia mudou.Mudaram os horários, hábitos, lugares.Inclusive as pessoas ao redor.São outros rostos, outras vozes.Interagindo e modificando você." (Pitty)

Religião

Eu estou um bom tempo sem escrever, eu sei gente desculpa, é que na faculdade eu entrei em época de prova, daí vocês sabem que fica complicado fazer qualquer outra coisa além de estudar.
Bom mas agora eu estou escrevendo e pensei em falar sobre um tema um tanto quanto polêmico, que é o tema Religião.
Primeiramente gostaria de deixar bem claro que eu não sigo nenhuma religião e não sou contra nenhuma, eu tenho apenas um pensamento sobre as religiões - "Acredite no que te faz bem".
Em segundo lugar, eu não conheço muito sobre as religiões, quando eu digo conhecer, é realmente conhecer, ter uma noção aprofundada, sou uma ignorante e admito, tudo o que eu sei sobre religiões é o senso comum.
Bem agora falando sobre o senso comum, o que eu percebo é o quanto os princípios que as religiões trazem são semelhantes, porque o que eu percebo, é que as religiões sempre buscam que a pessoa que a segue tenha paz interior, que viva bem com o próximo, confraternizando, não fazer mal ao outro e coisas do tipo. Então se todas elas no fundo pregam as mesmas coisa, por que existem tantas brigas a esse respeito?
Não seria mais simples se todos respeitassem a crença alheia sem querer impor a sua própria?
Porque, na minha opinião aí é que está o mal de tudo, a falta de compreensão do próximo, a falta de vontade de ouvir o que o outro tem a dizer, só querendo impor a sua própria opinião!
Escute o outro, ele pode ter muito mais a acrescentar na sua vida do que você imagina. Se todos parassem para ouvir o outro apenas um pouquinho, o mundo seria mundo melhor do que ele é.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Sexo... qual é a dificuldade?

Eu gostaria de saber qual é a dificuldade das pessoas falarem em sexo?!
Até porque é algo que todo mundo faz ou vai fazer, mas sempre fica aquela sombra puritana de que é algo ruim, que não pode ser mencionado.
Pelo amor né... Ah gente, sexo é algo natural, é instinto, é humano e deveria ser conversado com mais naturalidade, principalmente entre pais e filhos, sim isso mesmo, pais e filhos, pois pensem bem, quantas dst's e meninas grávidas na adolescência poderiam ter sido evitadas, se pais e filhos conversassem mais.
Sei que hoje em dia a mídia divulga muitas coisas, mas os adolescentes em geral não estão nem aí pra isso, eles estão mais preocupados em impressionar seus amigos e pertencer aos grupos de amizades que lhes são oferecidos e muitas vezes isso leva a atitudes não pensadas, como sexo sem prevenção e coisas assim.
Por isso que a conversa entre pais e filhos é importante, os adolescentes precisam ter a disponibilidade e a segurança das pessoas que eles confiam, precisam ter conversas abertas e sinceras sobre sexo, não é nada demais e não precisa ser algo quase criminoso, até porque meus queridos pais, aprendam o seguinte, tudo que é proibido é mais gostoso, tornar sexo algo intocável só vai fazer o desejo crescer e a probabilidade de ser feito algo sem pensar só cresce mais e mais.
Sexo não precisa ser tabu, conversem com seus filhos e tente fazer com que eles se sintam livres a falar com vocês sobre isso, pois assim diminui muito a probabilidade de uma surpresinha depois de 9 meses.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Amizade não tem fronteiras...

No dicionário, amizade está definido da seguinte forma: "s. f.1. Afeição recíproca entre dois entes. 2.Boas relações."
Então eu pergunto, amizades virtuais podem existir? Amizades só podem acontecer se for face a face, pessoalmente?
Bom eu vou expressar a minha opinião, pra mim amizades são feitas de confiança, de conversa, de troca, de afeto. No meu ponto de vista, amizades virtuais podem existir sim, elas são apenas diferentes, amizades face a face são maravilhosas, mas amizades virtuais também podem ser ótimas. Eu, por exemplo, já tive um amigo virtual. Ele era maravilhoso, engraçado, me fazia toda vez que nos falávamos. Estava sempre de bem com a vida, mesmo quando a vida não estava de bem com ele. Nós conversávamos praticamente todos os dias, trocamos telefone, nos falávamos por webcam, nos divertíamos muito juntos, contando piada, rindo e jogando. Por várias vezes nos ajudamos em momentos difíceis, quando precisávamos de alguém simplesmente para nos ouvir, até porque nesse mundo corrido, quase ninguém está disposto a ouvir problemas alheios.
Se isso não foi uma amizade eu não sei o que era.
E é para esse amigo que escrevo hoje, essa é minha homenagem para o meu amigo virtual, mas que com certeza mantinha comigo uma amizade bem real.
Robson Wagner Cruz aonde estiver espero que você esteja em paz, meu amigo. Você vai estar pra sempre no meu coração. Descanse em paz.

terça-feira, 24 de abril de 2012

As diferenças só adicionam

Bom gente, desculpe pela demora de um novo post, feriado com festa, amigos e aniversário do meu pai, logo fiquei um pouco sem tempo. Mas já voltei e estou aqui para falar um pouco sobre diferenças.
Bom eu pensei nesse post durante uma aula da faculdade, da matéria Psicologia e Educação inclusiva. Eu acho essa aula muito boa, mas eu fico um tanto inconformada por ela ter necessidade de existir, porque ela existe por conta da sociedade, que é muito preconceituosa, e não conseguem entender que as diferenças existem e que elas são maravilhosas, se fossemos todos iguais seria muito chato, seria muita repetição, sempre as mesmas perspectivas. 
As pessoas precisam aprender que todos tem coisas novas a ensinar, todos em qualquer condição.
Um homem negro não é melhor nem pior que um homem branco, só é diferente na cor da pele, e isso não quer dizer nada.
Uma pessoa que anda não é mais bonita, ou mais inteligente ou qualquer coisa melhor que uma pessoa cadeirante.
Pessoas heterossexuais não são melhores que pessoas homossexuais.
Posso citar várias diferenças aqui, homem e mulher, jovem e idoso, surdo e ouvinte, cego e vidente. Brancos, negros, índios, albinos. Japoneses, chineses, brasileiros, americanos. Podemos chegar mais perto como, cariocas, baianos, paulistas, gaúchos. Somos todos diferentes, até mesmo se temos a mesma religião, da mesma família, até mesmo os gêmeos univitelinos são diferentes, por mais parecidos que possam parecer.
Mas essa que é a beleza da humanidade, da natureza em si, sua diversidade, porque, imagine, se todas as flores tivessem a mesma cor, todos os pássaros cantassem da mesma maneira.
As diferenças agregam coisas, agregam ideias quando pensamos diferente, agregam belezas se temos aparências diferentes.
Larguem de mão o preconceito, ele não nos ajuda em nada, apenas nos limita, diminui possibilidades, fecham nossos olhos, nos cegam e esse tipo de "cegueira" sim é ruim.
Vamos ser felizes, viva as diferenças.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Brasil o país que ficou mudo

Há algumas semanas, durante uma aula na faculdade, eu e a minha turma (incluindo a professora) tomamos uns tapas na cara de alguém que não está habituado com as nossas banalidades, de alguém de outro país que está vivendo aqui há um tempo e fica inconformada com coisas que nós Brasileiros devíamos ficar e ignoramos, porque as alienações que nos são servidas são mais cômodas e confortáveis, do que a verdade que é incômoda e dolorosa. 
Realmente é revoltante parar pra pensar que as melhorias feitas no país só estão sendo feitas em prol de turistas que virão na Copa do mundo e precisam de facilidades nos seus transportes para ver os jogos.
É revoltante ver os preços de passagem aumentando absurdamente e o salário do trabalhador continuar igual.
A política de segurança está ficando mais firme para proteger os que vêm de fora e não os que aqui vivem. 
Está na hora dos cidadãos brasileiros acordarem e reivindicarem seus direitos. Saúde, Educação, Saneamento básico, Segurança e até mesmo o Lazer em lugares públicos não são favores que o governo nos dá porque é "bonzinho", são nossos direitos, porque nada disso é de graça, pelo contrário, é bem caro e todos nós pagamos por isso em forma de impostos. Aliás me corrigindo, todos não, mas as classes C, D e E, os assalariados desse país, porque os grandes empresários, esses que realmente tem dinheiro de sobra, possuem vários benefícios de isenção fiscal.
Não é possível acreditar que um país tão grande quanto o Brasil não possa ser diferente, precisamos nos manifestar mais em busca dos nossos direitos, faça as contas, quantos nós somos, nós os assalariados que pagam esses impostos? Sim somos muitos, muito mais do que os que estão no poder, não existe o ditado "A voz do povo é a voz de Deus"? Então vamos gritar, vamos fazer barulho, porque viver nesse silêncio, só está fazendo bem pra aqueles que nos querem calados.
#PENSENISSO

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Vídeo game não é sinônimo de violência

Bom gente, podendo até ser um pouco repetitiva, vou voltar a falar de Vídeo game, até mesmo para aproveitar o link com o post anterior.
Quero falar sobre a questão do vídeo game e a suposta influência de violência que dizem que ele causa nas crianças.
Primeiramente gostaria de dar a minha opinião pessoal, não acredito, nem nunca acreditei que essa influência realmente exista, até porque desde que eu me entendo por gente eu jogo vídeo game e até hoje nunca desencadeei nenhuma vontade louca de matar as pessoas por aí.
Como eu disse no post anterior, quem mais tem influência sobre como a criança vai lidar com o vídeo game são seus pais. Porque são eles que precisam lhes ensinar o certo e o errado e se isso não for bem passado, qualquer coisa pode influenciar seus filhos de forma negativa, programas de tv, filmes, novelas, etc. Até porque a violência está em todos os lugares, não apenas nos jogos de vídeo game e nem todos os jogos de vídeo game são violentos.
Na minha opinião o vídeo game não possui um lado ruim, pelo contrário o vídeo game estimula o pensamento estratégico, criatividade, etc., eu mesma melhorei muito o meu inglês, graças ao vídeo game.
Existem jogos que exigem muita reflexão, pensamento rápido e ágil, e isso só traz benefícios, a curto e longo prazo. Sem contar que pode ser um ótimo meio dos pais interagirem bem com os filhos, sem nem sair de casa.
E como eu havia dito que iria tentar me informar sobre as coisas que eu falo, aqui segue o link de uma pequena reportagem que saiu na veja, que concorda com que eu acabei de falar.
http://veja.abril.com.br/noticia/variedade/videogame-faz-bem-criancas-diz-estudo-420921.shtml
Valeu gente
Beijão

terça-feira, 17 de abril de 2012

Crianças, vídeo-game e seus pais


Eu acho muito engraçado e curioso quando um pai diz - "meu filho (normalmente é menino, apesar d'eu poder me encaixar facilmente aqui) não quer fazer nada além de jogar vídeo-game, nem sair (brincar) com os amigos". Vou explicar o porquê d'eu achar isso engraçado. Primeiro, quem deu o vídeo-game para criança? Ela não trabalha, não tem seu próprio dinheiro, logo não foi ela que comprou. Segundo, quem define ou deveria definir os horários da criança? Acredito eu, na minha ingenuidade de filha, que deveriam ser os pais. Terceiro, quem potencialmente influenciou e até mesmo (muitas vezes) condicionou esse comportamento? Sim, meus queridos pais, vocês ajudaram nisso sim. Deixa eu explicar melhor.
Já vi, muitas vezes, pais tomarem a seguinte atitude (lembrando estou generalizando, sem generalizar - porque quero dar um exemplo genérico, que vale para todos, mesmo sabendo que nem todos irão se encaixar) - o pai ou mãe, está em casa vendo filme, novela, jornal, etc, ou chega do trabalho, ou simplesmente quer ficar a toa olhando a poeira no ar, quando vem o querido filho e começa a "perturbar" o momento de paz e sossego do pai/mãe, o que os pais fazem então? Fala a seguinte frase - "Filho você não tem mais o que fazer não, tipo jogar vídeo-game, sei lá?" - então o filho sai fora, vai jogar vídeo-game, é óbvio que isso já é algo que ele gosta de fazer e talvez nem precisasse disso para ir jogar, mas pensa bem, naquele momento ele/ela não estava jogando, ele/ela estava apenas tentando conversa, pedir ajuda com estudo ou qualquer coisa do tipo para o pai/mãe, mas este não estava a fim de ouvir, se isso acontecesse uma, duas, dez vezes a criança ao poucos vai deixando de querer conversa com o pai/mãe, e este por conseguinte irá reclamar do filho, que só quer jogar vídeo-game.
Gente, eu sei que provavelmente eu estou exagerando nesse exemplo, porque eu sei que a criança não precisa ser ignorada para começar a jogar, mas esse tipo de coisa aumenta a vontade da criança de se isolar no seu jogo, porque se o pai e a mãe, que são os ideais de fidelidade e companheirismo da criança, simplesmente a ignora, ela vai se trancar cada vez mais no seu próprio mundinho de ficção, que o vídeo-game dá.
Também queria lembrar, até mesmo por conta do início do post, não estou dizendo para os pais não darem vídeo-game ou jogos para seus filhos, o que eu estou dizendo aqui é que os pais precisam impor limites, conversando com os filhos e ensinando, até mesmo enquanto o filho/filha joga. Sim, queridos pais, vocês podem interagir com seus filhos, sobre o jogo, sem precisar nem saber jogar, basta sentar perto enquanto o seu filho/filha joga, perguntar do que se trata e acompanhar pelo menos um pouco.
Basicamente o que eu estou dizendo é, parem de usar o vídeo-game, computador, televisão como babá dos seus filhos, tentem interagir mais com eles, sei que a vida tem seus contra tempos e você não poderá estar ao lado do seu filho sempre, mas tente fazer um esforço para quando estiver perto esse momento valha a pena.